Telefone: 54 3232-2070
Para guarnecer e decorar:
12 maçãs ácidas (asse-as inteiras e em forn...
José Itamar da Silva Boneti & Yoshinori Katsurayama
Epagri – Estação Experimental de São Joaquim
São Joaquim, SC
A sarna, causada pelo fungo Venturia inaequalis, é uma doença típica de primavera. A fase primária se inicia com a brotação da macieira (final do mês de agosto) e se estende até o final de novembro quando, então, cessa a liberação de ascósporos. Na presença destes esporos, e de chuva, a ocorrência da infecção nas folhas em desenvolvimento depende do período de molhamento foliar e da temperatura conforme a Tabela de Mills. Entretanto, este modelo não se aplica para os frutos, pois estes podem ser infectados em qualquer estágio de desenvolvimento. Dr. Schwabe, da África do Sul, determinou a suscetibilidade dos frutos em diferentes idades por meio de um índice denominado de Índice de Infecção nos Frutos que corresponde ao produto do molhamento (horas) x temperatura média no período (ºC), e dado em Graus Hora (GH). De acordo com este estudo, índices de 120, 260, 370, 455, 525 e 590 GH são necessários para que ocorra infecção nos frutos após, 1, 5, 10, 15, 20 e 25 semanas da plena floração, respectivamente. O mecanismo desta resistência natural não é muito bem conhecido. Atribuí-se à alteração na cutícula ou à combinação de vários fatores envolvendo mudanças na anatomia e fisiologia dos frutos. De qualquer modo, períodos longos de molhamento em qualquer fase da cultura podem causar infecção severa de sarna nos frutos, cujo sintoma pode se manifestar durante o armazenamento em câmara frigorífica. Deste modo, as lesões nos frutos, que lembram uma cabeça de alfinete (Figura 1), podem surpreender o produtor e causar sérios prejuízos econômicos. Estes casos vêm sendo relatados com certa freqüência pelos produtores que colheram e armazenaram os frutos aparentemente sadios em câmaras frigoríficas e, quando foram comercializar, constataram que os mesmos apresentavam lesões de sarna de verão. Este fato se explica pela infecção dos frutos na fase de pré-colheita e desenvolvimento posterior da lesão durante o armazenamento na câmara frigorífica. Frutos maduros podem se infectar (infecção leve) se ocorrerem 54, 36 e 30 horas de molhamento a 9,3ºC, 15,1ºC e 20,0ºC, respectivamente. Apesar de estes períodos serem bem mais longos do que as 14, 10 e 9 horas requeridas para infecção nas folhas novas, em anos muito chuvosos como os do ciclo 2009/10, a possibilidade de ocorrência de sarna de verão é muito alta. Frutos armazenados em temperaturas de 1 a 2ºC manifestam os primeiros sintomas cerca de 80 dias após a inoculação e, se mantidos em condições ambiente (20ºC), os primeiros sintomas surgirão entre 35 e 45 dias. Apesar de haver um aumento do tamanho das lesões de sarna nos frutos no interior da câmara frigorífica, não há estudo comprovando que possa ocorrer reinfecção dentro da câmara frigorífica.
O método mais eficaz de se evitar a sarna de verão é controlar eficientemente esta doença durante a sua fase primária, ou seja, na primavera. Assim, não havendo foco de sarna não há sarna de verão. Caso tenha havido falha de controle durante a primavera, o produtor terá que continuar pulverizando regularmente com fungicidas protetores até a colheita, sempre respeitando o período de carência dos fungicidas.
Porém, se houver inóculo no pomar (presença de sarna nas folhas e nos frutos) ocorrer períodos chuvosos prolongados (30 a 36 horas de molhamento) próximo da colheita, e as plantas não tenham sido devidamente protegidas com fungicidas, pode-se esperar o aparecimento de frutos com sarna de verão na câmara frigorífica. Nesta situação, recomenda-se comercializar os frutos tão logo tenham sido colhidos.
Figura 1. Sarna de verão a cv. Fuji.
Veridiana Pelin Gonçalves
Márcio Eduardo Boeira Bueno
Agapomi - Rua Borges de Medeiros, 1260 C.P. 358 - CEP 95200-000 - Vacaria - RS Fone:(54)232.2070 - FAX:(54)232.2656
Gráfica Agetra Ltda - Nova Prata - RS
Fone (54) 3242-1679
Fábio Campetti Boamar
1000 exemplares